Aterros e Lixões: você sabe quais são as diferenças entre eles?


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Como já falamos aqui, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), resíduos são aqueles materiais que ainda podem passar por algum tipo de aproveitamento, como reuso ou reciclagem, e rejeitos são aqueles materiais que já passaram por todos os processos de aproveitamento possíveis e o descarte em Aterros Sanitários é a única destinação legalizada e economicamente viável. Porém, os índices de reciclagem do país ainda são muito baixos. Segundo a Pesquisa Ciclosoft, da CEMPRE, apenas 15% da população do país tem acesso a programas de coleta seletiva em sua cidade e, dessa forma, boa parte dos resíduos do país ainda são descartados sem aproveitamento.

Porém, apesar da Política de Resíduos falar em disposição em Aterros Sanitários, eles não fazem parte da realidade de todas as cidades brasileiras. No país, os Lixões e Aterros Controlados ainda competem com os Sanitários e causam uma série de danos ao meio ambiente e à população. Você sabe a diferença entre esses Aterros e os Lixões?

Aterros Sanitários

De acordo com o panorama publicado pela Abrelpe, em 2017, 59,1% dos resíduos do país foram destinados para Aterros Sanitários.

De acordo com a ABNT, eles são áreas preparadas para receber os resíduos sólidos gerados em domicílios, serviços de limpeza urbana, pequenos estabelecimentos comerciais, industriais e prestação de serviços de municípios. São áreas planejadas para promover proteção ambiental e saúde pública.

As áreas para a construção desses aterros são selecionadas baseadas em uma série de critérios técnicos, ambientais, sociais e econômicos. Eles não podem, por exemplo, ser construídos em áreas sujeitas a inundações e sua construção está sujeita a aceitação da população. Além disso, um Aterro Sanitário deve conter:

Além de todas essas exigências, os Aterros Sanitários devem conter outros componentes, como cerca para impedir a entrada de pessoas e animais, área verde preservada ao redor do aterro e sistema de controle das quantidades e dos tipos de resíduos recebidos.

A área também deve passar por monitoramento, tanto durante o seu funcionamento quanto após o encerramento dele, para garantir a preservação do meio ambiente, a salubridade da população do entorno e a segurança da obra. Além disso, um projeto de aterro sanitário também deve se preocupar com o reaproveitamento da área após o fim de seu funcionamento. É comum o planejamento de construção de parques de lazer para a comunidade, construção de edifícios de pequeno porte, dentre outros projetos.

Lixões

Segundo o mesmo panorama da Abrelpe, em 2017, 18% dos resíduos do país foram destinados para Lixões. Essas áreas são extremamente inadequadas para a destinação dos resíduos sólidos. Nelas, os resíduos são despejados sobre o solo sem planejamento prévio, sem impermeabilização, sem sistema de drenagem de chorume e de gases e sem cobertura do lixo, ameaçando a saúde pública e o meio ambiente. É comum encontrar vetores de doenças e outros animais, além de pessoas trabalhando como catadoras nos lixões.

Aterros Controlados

Segundo o mesmo panorama da Abrelpe, em 2017, 22,9% dos resíduos do país foram destinados para Aterros Controlados. Esses aterros são áreas inadequadas e provisórias para destinação dos resíduos. Assim como os lixões, não apresentam planejamento prévio, impermeabilização, nem sistema de drenagem de chorume e de gases, gerando a contaminação do solo e dos aquíferos, mas de forma semelhante aos Aterros Sanitários, apresentam cobertura do lixo com terra, para eliminação da proliferação de vetores e redução da formação de chorume.

Apesar do grande número de Aterros Controlados e Lixões que ainda existem, a quantidade de resíduos destinados para Aterros Sanitários tem aumentado a cada ano. Eles, hoje, são os destinos legalizados para resíduos, mas estão longe de ser os destinos mais sustentáveis. Eles têm vida útil limitada e ocupam áreas muito grandes. Além disso, muito do que hoje é destinado para os aterros, poderia ser reciclado, reaproveitado ou compostado.

E você, sabe para onde os resíduos de sua cidade ou empresa são destinados?

Texto escrito por Isabella Menezes, Marketing da Recicla.Club.


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